Brasil lidera expansão em transgênicos no mundo e deve superar Argentina
O Brasil registrou uma expansão nas lavouras transgênicas em 2007 em relação a 2006, crescimento maior que o do líder mundial nesse tipo de cultivo, os Estados Unidos.
Para a safra 2008/2009, o Brasil já deve se igualar ou mesmo superar a Argentina, atual segundo colocado.
Mesmo que o Brasil venha a ocupar o segundo lugar, ainda se manterá distante do primeiro colocado. No entanto, segundo Galvão, diretor da organização não-governamental ISAAA (Serviço Internacional para a Aquisição de Aplicações Agrobiotecnológicas, na sigla em inglês), a adoção da biotecnologia no Brasil deve se assemelhar à dos EUA, o que se vê principalmente no caso da soja transgênica, que pode chegar a 80% do plantio nacional, como nas lavouras americanas.
Mesmo no algodão os níveis se aproximam: tanto nos EUA como no Brasil, a produção de algodão transgênico chega a 46% do plantio nos dois países.
Milho
A CTNBio (Comissão Técnica Nacional de Biossegurança) ratificou a decisão de liberar o plantio e comercialização de duas variedades de milho transgênico: a Guardian (desenvolvida pela empresa norte-americana Monsanto e resistente a insetos) e a Libertlink (da alemã Bayer e resistente ao herbicida glufosinato de amônio, utilizado na pulverização para combater ervas daninhas).
Os números do estudo da ISAAA mostram uma inversão no quadro: em 2006, o milho representava 39% do mercado global de transgênicos, enquanto a soja liderava o ranking com 44%. Para 2008, a estimativa é que o mercado de transgênicos movimente cerca de US$ 7,5 bilhões.
Consumidor ingere transgênicos sem saber, de acordo com o Idec
Testes indicam presença de componentes em alimentos, mas rótulos não dão informações.
Os transgênicos chegaram à mesa do consumidor brasileiro. Essa é a conclusão do Instituto de Defesa do Consumidor (Idec) e do Greenpeace após testar 42 lotes de alimentos vendidos em supermercados. Deles, 12 apresentaram transgênicos em sua composição e nenhum especificava no rótulo a presença desses componentes.
Fontes:
http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u372092.shtml
http://www.farmacia.ufrj.br/consumo/leituras/lg_oesp000621.htm
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